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02/04/2006 - RJ - O Fluminense
Profissão: Babá

kanguruh ~ atendimento a crianças, cursos e consultoria

Nosso agradecimento à Júlia, na foto acompanhada pela babá Elisabeth , e à sua mãe Juiara Miranda . Foto: Priscila Miranda

Existe um mercado em expansão e carente: a profissão de babá. A procura por contratar uma profissional com uma boa formação é crescente. Com pais cada mais exigentes, as babás precisam de qualificação para facilitar a vida das mães que trabalham fora.

Os empregadores estão pagando bem, mais do que a média, quando encontram uma profissional à altura de sua expectativa. Uma babá que trabalha somente nos fins de semana e feriados ganha em torno de R$ 400 por mês. Aquelas que têm folga semanal recebem de R$ 600 a R$ 800 mensais. E as que tiram folga quinzenalmente têm um salário variando de R$ 800 a R$ 1,2 mil.

Mas não basta apenas gostar de criança para se candidatar ao cargo. Apesar do crescente número de vagas com bons salários, é preciso aperfeiçoamento para entrar no mercado de trabalho.

Compreendendo bem a difícil situação da mulher que trabalha fora e precisa de ajuda na criação de seus filhos, e percebendo a falta de babás qualificadas e preparadas no mercado, Roberta Rizzo criou um curso de formação e treinamento para babás.

Roberta perdeu a mãe quando estava grávida e ficou desesperada. Depois que seus gêmeos nasceram, ela entrevistou várias pessoas, mas não encontrava a babá ideal para cuidar de seus filhos e resolveu criar a empresa Kanguruh Baby Care, unindo uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogas, nutricionistas, pedagogas e enfermeiras.

"O mercado de trabalho está cada vez mais cor de rosa e com isso, as mães necessitam deixar seus filhos em casa e sair para o trabalho. Elas desejam uma profissional com conhecimentos específicos para promover um bom desenvolvimento infantil e que passem segurança quanto à educação de seus filhos. A babá precisa saber conciliar educação e diversão, com noções sólidas de segurança, nutrição e higiene", afirma.

Candidatas devem ter noções de saúde infantil

Os cursos de aperfeiçoamento (escolas de babás), além de suprirem as candidatas com informações sobre segurança, higiene e saúde infantil, são uma porta entreaberta para o mercado de trabalho. Aquelas que fazem o curso e apresentam um bom rendimento, levam, em média, 15 dias para conseguirem empregos, com salários a partir de R$ 400. Cerca de 60 alunas fazem o curso por mês e geralmente 50 passam por todo o processo e ficam aptas para o mercado.

Danielle Couto, de 26 anos, sempre gostou de criança, fez o curso normal de nível médio para dar aulas a crianças de 1ª a 4ª série e trabalhou numa creche durante dois anos cuidando de crianças de 3 meses a 4 anos. Danielle procurou o curso de babás da Kanguruh para se atualizar e para poder entrar nesse mercado mais rápido.

"O curso me atualizou, recebi um mundo novo de conhecimentos e cuidados com as crianças. A gente pensa que sabe tudo, mas tem muito mais para aprender", explica ela, que atualmente está trabalhando e recebe R$ 500 por mês.

A empresária Juiara Miranda, de 35 anos, mãe da pequena Júlia de 1 ano e 4 meses, passou pelas mesmas dificuldades que Roberta quando sua filha nasceu. Os avós da Júlia, tanto maternos, quanto paternos moram longe e precisou de alguém com experiência, de confiança e com qualificações para ajudá-la nos cuidados com a menina. Juiara então procurou a Kanguruh e contratou Elisabete da Conceição, de 29 anos.

Segundo Juiara, a Elisabete é uma ótima profissional com ótimas noções de segurança e cuidados com a saúde do bebê, atenta e preocupada.

"Já havia contrato outra pessoa, mas ela estava desatualizada e tinha vícios como sacudir demais a Júlia na hora de colocá-la para dormir, entre outras coisas erradas que as pessoas desinformadas e sem o devido preparo fazem", explica Juiara.

Elisabete, a babá da Júlia, trabalhava no comércio, mas essa não era sua verdadeira vocação e ela fez cursos de patologia clínica e de formação de babás.

"O que achei mais importante foram às aulas de segurança. Nos dias de hoje, é necessário estar sempre atenta", relata Elisabete, que trabalha de segunda a sábado e recebe um salário de R$ 1 mil.

Em homenagem a essas profissionais tão dedicadas a Câmara dos Vereadores aprovou o Dia da Babá. Será no terceiro domingo de maio, um domingo depois do Dia das Mães, a partir deste ano. Matéria: Ellen de Paula


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